Eu sou um procrastinador?

Atualizado: Ago 18



É do professor de psicologia da Universidade DePaul, em Chicago (EUA), Joseph Ferrari, a frase:

“A maioria de nós começa o dia procrastinando, ao apertar aquele botão do despertador que permite ficarmos na cama por mais cinco minutinhos.”

Procrastinação é o adiamento de uma ação, de uma tarefa ou até mesmo de uma meta. Para a pessoa que procrastina, resulta em stress, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com as suas responsabilidades e compromissos. Além, é claro, de afetar sensivelmente a sua autoestima. Embora a procrastinação seja considerada normal, torna-se um problema quando impede o funcionamento natural das ações. A procrastinação crônica pode ser um sinal de problemas psicológicos ou fisiológicos.


Procrastinadores crônicos geralmente se equivocam sobre por que procrastinam e o que isso significa. Muitos acreditam que não podem começar uma tarefa porque querem fazê-la perfeitamente e não sabem por onde iniciar.


Estudos mostram que a procrastinação crônica não é realmente ligada ao perfeccionismo, mas sim à impulsividade, que é uma tendência de agir imediatamente. Pessoas altamente impulsivas “desligam” quando sentem ansiedade. Elas têm dificuldade em lidar com emoções fortes e querem fazer algo para se livrar dos sentimentos ruins.


Algumas pessoas afirmam que propositadamente deixam as coisas para a última hora porque trabalham melhor sob estresse, mas os verdadeiros procrastinadores ficam estressados pelo atraso. É discutível se a qualidade de seu trabalho é realmente melhor do que se tivessem começado mais cedo.


Se você sofre desse mal e funciona sob essas condições, mas já perdeu muitas oportunidades na sua vida e quer melhorar isso, posso te indicar o nosso curso "Você, protagonista do seu tempo".


Especialistas dizem que as consequências da procrastinação crônica ou extrema podem ser sérias: casamentos acabam, pessoas perdem seus empregos e muitas vezes se sentem como impostoras.


Embora pareça um mal da vida moderna, procrastinar é uma realidade desde as civilizações antigas. O poeta grego Hesíodo, por exemplo, escreveu, por volta de 800 a.C., “deixar seu trabalho até amanhã e no dia seguinte”.


A palavra em si vem do latim procrastinatus: pro- (à frente) e crastinus (de amanhã). A primeira aparição conhecida do termo foi no livro Chronicle de Edward Hall, publicado primeiramente antes de 1548.


De forma geral, o cérebro humano “se rende” à procrastinação porque tem preferência pela recompensa imediata. Por isso, tende a lutar com tarefas que prometem vantagens futuras em troca de esforços presentes.


A biologia do que acontece no cérebro que está procrastinando é basicamente o embate entre duas partes do cérebro: o sistema límbico e o córtex pré-frontal. O sistema límbico é uma parte do cérebro mais antiga e bem desenvolvida. Nela ocorrem os processos inconscientes, como por exemplo, os centros de prazer. Já o córtex pré-frontal é uma parte bem mais nova na história do desenvolvimento do cérebro. É uma parcela consciente que lida com a tomada de decisões – é um dos sistemas que diferencia humanos de outros animais.


O sistema límbico, mais antigo e inconsciente, está sempre ligado no automático. É seu sistema de sobrevivência imediato. O córtex pré-frontal, por outro lado, não funciona assim. É necessário se engajar ativa e conscientemente em uma tarefa para que essa parte do cérebro entre na jogada – se não, o sistema límbico ganha. E a diferença dos dois faz parte do porque nós procrastinamos.


É nesse embate que acontece a procrastinação: o sistema límbico, querendo evitar sensações ruins que uma determinada tarefa pode ocasionar, entra em conflito com o córtex pré-frontal, que sabe que a tal tarefa tem que ser feito. Muitas vezes, o sistema límbico, mais antigo e desenvolvido, leva a melhor.

O ato de procrastinar trás vários impactos, mas, principalmente, na sensação de baixa produtividade, prejudicando a eficiência e o desempenho de um profissional em seu trabalho e na sua vida.

Entendendo melhor porque nós procrastinamos, fica mais fácil descobrir quais estratégias podem funcionar para melhorar o comportamento. Em primeiro lugar, é legal saber que estudos comprovam que a meditação de atenção plena pode, além de vários outros benefícios, desinchar a amígdala e estimular o córtex pré-frontal, o que pode ajudar, biologicamente, a lidar com a procrastinação.


Além disso, existem vários métodos que podem ser aplicados para “hackear” nosso subconsciente e lutar contra a procrastinação. Uma das maneiras mais eficazes de fazer isso é quebrando grandes tarefas em pequenos afazeres.


Dessa maneira, não existe uma pressão tão grande a respeito da tarefa. Por ser menor, ela é mais fácil e rápida de ser realizada, e não aparenta, na nossa percepção, ter muitas consequências negativas. Além disso, pelo término dessa atividade ser mais rápida, existe uma sensação de dever cumprido e de completude que ajuda a continuar completando tarefas.


Ultimamente nos debruçamos sobre esse tema no sentido de ajudar as pessoas a serem mais produtivas. Talvez faça sentido para você ver nosso e-book após a leitura deste artigo.


Portanto, da próxima vez que você se pegar procrastinando uma grande tarefa, se pergunte como você pode quebrar essa obrigação em coisinhas menores; com certeza, você vai sentir menos vontade de ir arrumar a mesa ao invés de resolver o problema.


Assista o nosso vídeo e saiba mais....





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