O associativismo como uma força contra os impactos da COVID-19

Ao escrever este artigo lembrei-me dos estágios iniciais de expansão da COVID-19, quando ainda expectadores no Brasil, a China e a Itália contabilizavam mortes que ultrapassavam números de quatro dígitos, algo em torno de 5.000 em cada País.

Atualmente o Brasil já ultrapassa esse ranking e especialistas dizem que ainda não atingimos o pico do contágio. A região Sul do Brasil ainda apresenta números muito singelos quando comparados com as demais regiões, embora esse cenário de alento não seja motivo de glória pois, ainda se questiona, como o vírus se comportará com as baixas temperaturas e altas umidades provocadas pelo Inverno que se aproxima, cujo aumento do contágio nesta região pode estender a curva da pandemia no Brasil.

Embora a pandemia ainda se apresente crescente, não temos parâmetros sobre qual estágio se encontra tampouco perspectivas de seu controle. Impactos econômicos já são percebidos a cada dia nas reduções das vendas e faturamento, demissões em massa e fechamento de empresas.


Esta crise está afetando a todos mundialmente. Muitos negócios parecem ter encerrada sua motivação de existência da noite para o dia. Com o faturamento ligeiramente reduzido a faixas de 20% a 40%, com funcionários em regime férias, redução de jornada ou de suspensão contratual, ficamos atentos aos próximos passos a serem tomados, na expectativa de uma jornada de retomada.


Neste momento, a única alternativa que temos é encarar a crise como oportunidade de nos reinventarmos, antecipando projetos futuros ou iniciando um rascunho de uma nova empresa. Porém, sabemos que ficar no campo da ideia, pouco ajudará, pois a prática se torna tão ou mais importante do que os pensamentos. O cenário nos impõe agilidade na tomada de decisões. E muitas vezes nos faltam recursos, conhecimentos ou até mesmo inspiração para avançarmos.


Um dos aprendizados que já podemos perceber deste momento é que o Mundo está muito mais solidário, as pessoas estão se ajudando no que podem, fazendo o bem sem olhar a quem e sem questionar por quanto. Unir forças, interagir com conhecidos ou, por que não, até com concorrentes, é um fator crítico para o sucesso na travessia deste cenário, afinal, vencer o inimigo da COVID-19 só terá sentido se todos sobrevivermos. E, para isso, temos uma força cujo efeito ainda pode ser desconhecido pela maioria. Esta força chama-se associativismo, que se caracteriza por um movimento de empresários em defesa de seus interesses. Nenhum outro momento se apresentou tão importante como o atual, onde todos temos interesses convergentes.

Isoladamente, teremos muita dificuldade de compreender o cenário e traçar estratégias e, mesmo que consigamos fazê-lo, podemos estar desconsiderando aspectos importantes de pontos de vista externos que podem aprimorar nossas ações. Adotar uma estratégia de trocar ideias, compartilhar recursos ou somar nossas capacidades pode ser o principal remédio para esta crise.


As associações comerciais e industriais desempenham um papel fundamental neste momento que é o de representar os anseios de seus associados, porém, de uma forma diferente, mais atuante e coesa para que percebam uma Entidade parceira que está para servir muito mais do que para receber. Agora, no momento em que compreendemos o termo “Entidade” como um ente isolado que fornece serviços, este é o momento em que estamos deslocados de direção. Sim, pois associativismo é um movimento e não uma Entidade somente. É um movimento no qual cada um de nós, associados, faz parte e deve fazer a sua parte.


As equipes de diretoria destes movimentos devem estar engajadas para estimular e desenvolver projetos com objetivo de ajudar os empresários, sejam eles focados na atuação junto aos demais órgãos das Federações ou no desenvolvimento, como treinamentos que promovem o acesso a novos conhecimentos ou habilidades para o associado. No entanto, viver o movimento associativo requer muito mais de cada um de nós.


É necessário que demonstremos engajamento, onde além da participação, também possamos promover atitudes e gestos que fortaleçam este movimento. O que cada um de nós está entregando neste momento não é suficiente para o que o atual cenário requer. Muitos podem compartilhar do pensamento de que sozinho se vai mais rápido, mas, esquecem que este pensamento não é coeso para uma época em que juntos vamos mais longe.


Acredite na força do associativismo. É o momento de criarmos uma nova percepção de Mundo e das coisas, ampliando nossas percepções e atuações. A nova economia requer esta virada de chave. Se não for agora, tenha certeza de que logo mais à frente poderá ser tarde demais.

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